[Libras] História da Língua Brasileira de Sinais. Como surgiu?

Por | Social Media na Uníntese | 23 de março de 2021


Você sabe como surgiu a Língua Brasileira de Sinais? Podemos dizer que teve seu início a partir do segundo império. Através de um convite do imperador Don Pedro II ao francês Ernest Huet, que trouxe a Língua de Sinais francesa e implantou a Língua Nacional de Sinais.

A nossa Libras de hoje naquele tempo se chamava assim. Sabe porque o Imperador Don Pedro II convidou este educador? Alguns relatos apontam que o imperador tinha um neto surdo e gostaria que fossem desenvolvidos métodos para que essa pessoa estudasse.  Porém, outros relatos apontam que não era seu neto, mas sim um parente próximo. De qualquer forma, ele encontrou em Huet a solução para seus problemas, isso porque ele era um grande estudioso, formado no Instituto Nacional de Surdos de Paris.

Naquele tempo era comum que professores formados pelos Institutos especializados europeus fossem contratados, a fim de ajudar a fundar estabelecimentos para a educação. Huet já possuía objetivo de criar uma escola para educação de surdos, baseado no método de Comunicação Total. Esse método tinha como foco aumentar as possibilidades de comunicação dos surdos no meio familiar e escolar.

Criação do Imperial Instituto dos Surdos-Mudos

Em 1855, Huet apresentou um projeto de criação de uma escola para surdos. Ele havia identificado em seus estudos que a quantidade de surdos no Brasil era muito maior do que eles imaginavam. Cabia ao imperador decidir se arcaria com os custos das despesas deste projeto ou não.

Don Pedro II estava convicto em ajudar na comunicação de seu neto (ou parente). Por isso, aceitou a proposta de Huet e em 1857, no Rio de Janeiro foi fundado o IISM – Imperial Instituto dos Surdos-Mudos!

O IISM tratava apenas de crianças surdas do sexo Masculino. Este instituto mudou a sua nomenclatura várias vezes. Mas, você sabia que ele está funcionando até hoje? Para quem ainda não identificou, o IISM atualmente é o nosso INES (Instituto Nacional de Educação de Surdos).

Mudanças no INES

A nomenclatura do INES agora não possui a palavra mudo. Devido a atualização de políticas, conceitos e nomenclaturas. Afinal, hoje todos sabemos que a maioria das pessoas surdas não falam porque não aprenderam a falar. Existem também alguns surdos que falam e são chamados de surdos oralizados. Agora já sabemos o porquê e como surgiu a Libras no País!

 É interessante citar algumas obras, autores e marcos históricos que aconteceram:

  • A criação da FENEIDA nos anos 70, que em 1987 passou a se chamar FENEIS (Federação Nacional de educação e integração dos Surdos)
  • Nesta mesma época também foi lançado o livro “Ânsia de amar”, do surdo Jorge Sérgio Guimarães.
  • O INES criou o primeiro curso de Especialização para professores na área de surdez, difundindo assim o Bilinguismo.
  • O reconhecimento da Libras como língua oficial do Brasil pela lei Nº 10.436, de 24 de abril de 2002.

E, uma das maiores vitórias para a comunidade surda e Língua Brasileira de Sinais: o decreto N°5626, de 22 de dezembro de 2005, que reconhece a Libras como língua e a regulamenta.

Texto origital: Louise Rakoski /blog Ensino.digital