Acadêmica da Uníntese pesquisa inclusão de crianças com TEA e destaca papel da família e da escola
O desafio da inclusão no Brasil
A inclusão de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ainda é um dos grandes desafios da educação brasileira. Apesar dos avanços legais, a prática nas escolas revela dificuldades que vão desde a falta de preparo até barreiras na comunicação entre os envolvidos no processo educativo.
Foi diante desse cenário que a acadêmica de Pedagogia da Faculdade Uníntese, Rossana Cassol Sisti, desenvolveu uma pesquisa sobre a inclusão de crianças com TEA no ensino regular, com foco na relação entre família e escola como elemento central para o sucesso desse processo.
A pesquisa: inclusão além da matrícula
O estudo analisa os desafios enfrentados por escolas e famílias na inclusão de crianças com TEA, destacando que esse processo vai muito além do acesso à sala de aula.
“A pesquisa analisa os desafios da inclusão de crianças com TEA, especialmente na relação entre família e escola. Escolhi esse tema porque acredito na inclusão, mas ainda vejo muitas dificuldades. Essa parceria é essencial para o desenvolvimento real da criança.”
A pesquisa evidencia que a inclusão efetiva depende de práticas pedagógicas adequadas, acolhimento e, principalmente, da construção de relações sólidas entre escola e família.
Família e escola: o ponto-chave da inclusão
Um dos principais achados do estudo é o impacto direto da parceria entre família e escola no desenvolvimento da criança com TEA.
“Quando família e escola caminham juntas, a inclusão acontece de forma muito mais efetiva. A comunicação e o alinhamento entre os dois lados fazem toda a diferença nesse processo.”
Segundo a acadêmica, o diálogo constante permite compreender melhor as necessidades da criança, favorecendo adaptações pedagógicas e promovendo avanços significativos.
“O diálogo permite entender melhor as necessidades da criança, favorece a flexibilização curricular e promove um desenvolvimento mais significativo.”
Inclusão na prática: desafios ainda presentes
Apesar da importância da inclusão, a realidade escolar ainda apresenta obstáculos importantes.
“Para que haja inclusão, a criança precisa se sentir acolhida, compreendida e participar de verdade. Também me chamou atenção a falta de preparo, informação e recursos nas escolas, mostrando a necessidade de mais formação e apoio.”
Entre os principais desafios identificados estão:
- Falta de preparo das instituições
- Dificuldade de comunicação entre família e professores
- Escassez de recursos e apoio especializado
Um processo coletivo
A pesquisa reforça que a inclusão não é responsabilidade de um único agente, mas sim de um trabalho conjunto.
“A inclusão requer um trabalho conjunto. Professores e instituições precisam olhar para a família como parceira, fortalecendo uma rede de apoio. O diálogo permite construir estratégias mais coerentes e favorece o desenvolvimento da criança.”
Outro ponto relevante destacado no estudo é a realidade enfrentada pelas famílias.
“A busca incessante das famílias por escolas realmente preparadas e a dificuldade de construir esse diálogo mostram o quanto essa parceria ainda precisa ser fortalecida.”
Um novo olhar sobre a educação inclusiva
Ao final, a acadêmica deixa uma reflexão importante sobre o papel dos educadores no processo de inclusão:
“Cada criança é única, com suas próprias formas de sentir, se expressar e aprender. O olhar atento do professor tem o poder de reconhecer o potencial de cada uma, respeitando seus limites. A pedagogia é, acima de tudo, um ato de amor.”
Mais do que incluir, é transformar
A pesquisa evidencia que a inclusão de crianças com TEA não deve ser vista apenas como um cumprimento legal, mas como um compromisso real com o desenvolvimento humano.
Mais do que receber, é preciso acolher, compreender e adaptar. E, acima de tudo, fortalecer a parceria entre família e escola para garantir que a inclusão aconteça de forma efetiva.
