Dicas para criar um conteúdo digital acessível

Por | Social Media na Uníntese |


Conheça dez dicas para criar um conteúdo digital acessível

Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Brasil, cerca de 45 milhões de pessoas têm algum tipo de deficiência, o equivalente a 23,9% da população geral. Essa deficiência pode ser visual, auditiva, motora, mental ou intelectual.

Esse dado precisa ser considerado também, no momento da criação de conteúdos digitais. A barreira da acessibilidade digital faz com que muitas pessoas não tenham livre acesso às informações, impossibilitando a autonomia, independência e liberdade. Por isso, é necessário que todos tenham consciência de que a inclusão digital é necessária e urgente.

“As pessoas que fazem parte de grupos minoritários estão à margem da sociedade no âmbito informacional, pois existe uma barreira comunicacional com o restante da sociedade. Por exemplo, as pessoas surdas e cegas rotineiramente não recebem informações que são criadas e divulgadas objetivando às pessoas ouvintes e videntes, seja por meio da televisão, jornal e em ambientes diversos, como no trabalho”, explica a intérprete da Uníntese/FADS Patricia Santos.

No meio digital essa discrepância também é percebida. “Uma sociedade que visa a igualdade e equidade entre os seus membros, precisa considerar que a comunicação realizada por meios digitais e a crescente emissão de informações por esses mesmos meios, fazem urgente a necessidade de que os conteúdos sejam acessíveis. O conteúdo digital é rico e dinâmico, para que todos consigam acompanhar, é necessário que haja acessibilidade no âmbito digital também”, destaca.

Então, separamos algumas dicas de como elaborar um conteúdo acessível:

1- Incluir legendas nos vídeos;

2- Incluir tradução em Libras nos vídeos para pessoas surdas que façam usam da língua de sinais para se comunicar;

3- Incluir texto alternativo com a descrição de imagens, vídeos, gifs para que o software de leitura de tela para pessoas com deficiência visual ou com baixa visão possa fazer a leitura adequada para voz ou Braille;

4- Utilização do WhatsApp e de outros aplicativos de mensagem instantânea de maneira adequada. Ou seja, verificar se pessoas surdas participam do grupo para não enviar áudios ou vídeos sem legenda e/ou tradução em Libras e verificar se tem pessoas cegas ou com baixa visão participando, para que as imagens, por exemplo, tenham descrição e boa visualização para todos;

5- Ter simplicidade na comunicação, para que esta seja acessível a todos os públicos;

6- Se não houver a função de incluir texto alternativo, fazer uso de hashtags, como #pracegover e #paratodosverem;

7- Utilização de cores, contrastes, fontes e tamanho de letra que favoreçam a visibilidade;

8- Transcrição de áudio para texto;

9- Em links para abrir outra janela, não colocar “saiba mais” ou “clique aqui”. Colocar o título daquilo que será abordado, por exemplo, “Dicas para seu site ser mais acessível”;

10- Fazer autodescrição em vídeo, para as pessoas cegas e com baixa visão.

Com essas escolhas, haverá democratização da informação, possibilitando que muito mais pessoas possam ter acesso, independente das suas capacidades físico-motoras e perceptivas, culturais, linguísticas e sociais.

Referências:

  • www.talentoincluir.com.br/emprego/acessibilidade-nas-redes-sociais-e-no-conteudo-digital/
  • www.blog.handtalk.me/acessibilidade-influenciadores-redes-sociais/
  • www.resultadosdigitais.com.br/blog/acessibilidade-digital/
  • www.gov.br/governodigital/pt-br/acessibilidade-digital
  • www.guiadoestudante.abril.com.br/blog/atualidades-vestibular/acessibilidade-deficiencia-e-o-papel-das-politicas-publicas/


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