Formação e atuação do intérprete de Libras: o elo entre comunicação e cidadania

Por | Social Media na Uníntese |


A comunicação é uma ferramenta de inclusão, e na comunidade surda, ela ganha  significado através da Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Reconhecida oficialmente pela Lei nº 10.436/2002 e regulamentada pelo Decreto nº 5.626/2005, a Libras garante o direito à expressão, à informação e à participação social de milhões de brasileiros.

Para que essa comunicação seja acessível em diferentes espaços, se faz necessário a presença do intérprete de Libras, o profissional que garante a acessibilidade comunicacional e possibilita a inclusão na sociedade em diferentes contextos sociais.

Mais do que traduzir palavras, o intérprete conecta contextos, experiências e acesso ao conhecimento garantindo comunicação acessível entre surdos e ouvintes.

A relevância social e educacional da profissão

De acordo com o Censo IBGE 2022, o Brasil possui mais de 10 milhões de pessoas com algum grau de surdez, sendo aproximadamente 2,3 milhões de pessoas surdas. Esses dados evidenciam um desafio: a comunicação ainda é uma das maiores barreiras enfrentadas pela comunidade surda.

Nesse cenário, o trabalho do intérprete é fundamental. É ele quem assegura que o aluno surdo compreenda o conteúdo acadêmico, que o paciente seja bem atendido em um hospital, que o cidadão tenha acesso à informação em diferentes contextos sociais.

O intérprete de Libras é, portanto, um agente de acessibilidade, cujo trabalho ultrapassa o campo técnico, ele atua para promover a comunicação acessível e o exercício da cidadania.

Tradução e Interpretação: o que as diferencia

Embora os termos sejam parecidos, existe uma diferença importante entre tradução e interpretação. A tradução se refere à qualquer forma de conversão de  uma língua para outra, por meio de registros, já a interpretação ocorre em tempo real, exigindo raciocínio rápido, sensibilidade cultural e domínio linguístico.

Na Libras, essa atuação envolve também aspectos visuais e expressivos. O intérprete não apenas “traduz palavras”, ele transmite sentidos, emoções e intenções, garantindo que a comunicação tenha uma coerência ou equivalência entre uma língua fonte e a língua alvo.

O intérprete

O profissional intérprete ouvinte é o profissional formado em Tradução e Interpretação em Libras/Português, curso superior reconhecido pelo MEC. A atuação é regulamentada pela Lei nº 12.319/2010, que define competências e responsabilidades éticas.

Em 2023, a Lei nº 14.704 ampliou o reconhecimento da Libras e reforçou a importância de investir em formação continuada e na valorização desses profissionais.

O intérprete ouvinte é quem faz a ponte direta entre o português oral e a Libras, atuando em escolas, universidades, repartições públicas, eventos, tribunais, empresas e espaços culturais

Já intérprete surdo, assim como o intérprete ouvinte, atua em algumas situações. Sendo o intérprete ouvinte espelho para o intérprete surdo. Essa contribuição reforça a precisão comunicativa e a efetividade do processo interpretativo, sempre dentro de uma atuação conjunta.

Ambos os papéis são fundamentais para assegurar uma interpretação ética, precisa e inclusiva, dentro dos princípios de acessibilidade e respeito mútuo.

A técnica do espelho: quando dois intérpretes atuam juntos

A técnica do espelho ocorre quando o intérprete ouvinte e o intérprete surdo atuam em conjunto. Enquanto o ouvinte interpreta o português oral para Libras, o intérprete surdo sinaliza a mensagem de acordo com as particularidades linguísticas do público, garantindo acessibilidade e clareza na comunicação.

Formação acadêmica: base para a atuação ética e qualificada

A atuação como intérprete de Libras requer formação qualificada, domínio técnico, linguístico e compromisso ético. Mais do que conhecer as duas línguas, o profissional precisa compreender contextos, culturas e pessoas.

As instituições de ensino superior têm papel decisivo nesse processo: formar intérpretes com excelência técnica, linguística,  e sensibilidade humana, preparados para atuar em diferentes áreas da sociedade.

Afinal, cada intérprete formado é um elo a mais entre o conhecimento e o direito de compreender.

A atuação do intérprete como pilar da acessibilidade comunicacional

O intérprete de Libras exerce uma função que transforma realidades.
Esses profissionais garantem que a comunicação seja, de fato, para todos, e que a inclusão ultrapasse o discurso e se torne vivência cotidiana.

Com formação acadêmica, responsabilidade social e ética, o intérprete de Libras é parte fundamental na construção de uma sociedade mais acessível, diversa e justa.


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O Bacharelado em Letras  Libras da Uníntese forma profissionais preparados para atuar com excelência na tradução e interpretação da Língua Brasileira de Sinais. Com uma formação acadêmica completa, que une teoria, prática e sensibilidade humana,  o curso capacita intérpretes e tradutores para promover acessibilidade, cidadania e diálogo entre culturas.

Para ampliar ainda mais esse aprendizado, os estudantes contam com a Escola de Libras Uníntese, referência nacional em ensino de Libras .  A Escola oferece capacitação, aperfeiçoamento e imersão na cultura surda, fortalecendo o compromisso com a inclusão e o respeito à diversidade linguística.

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