Acadêmica de Comunicação Assistiva – Tradução e Interpretação da Libras conhece a sede da Uníntese e celebra a conclusão da graduação

Por | Social Media na Uníntese |


Depois de anos acompanhando aulas, realizando atividades e construindo sua formação na modalidade a distância, Antônia Carolina Piovesan decidiu viver um momento que considerava essencial para encerrar essa etapa da sua vida: conhecer pessoalmente a sede da Faculdade Uníntese, instituição que a acompanhou durante toda a graduação.

Acompanhada da mãe, Suzineia Aparecida Silva Stoffel, e da tia, Suzana de Fátima da Silva, ela viajou de Três Palmeiras (RS) até Santo Ângelo para conhecer o lugar onde construiu sua trajetória acadêmica, visitar a cidade que abriga a instituição e celebrar essa conquista ao lado da família.

Mais do que uma viagem, foi a oportunidade de transformar em realidade um lugar que, durante anos, existiu apenas por meio da tela do computador.

“Foram anos olhando para uma tela de computador, estudando longe. Nós sentimos que precisávamos dessa viagem para tornar tudo real. Minha família fez questão de viajar comigo porque queríamos comemorar de perto, abraçar quem nos apoiou e olhar nos olhos das pessoas para dizer: nós vencemos a distância e conseguimos.”

O sonho de aproximar pessoas por meio da Libras

O desejo de trabalhar com a Libras surgiu muito antes da graduação. Para Antônia, a comunicação sempre representou uma forma de aproximar pessoas e promover inclusão.

“Sempre achei muito injusto alguém ficar de fora de uma conversa ou não conseguir expressar o que sente. Quando vi a Libras pela primeira vez, me apaixonei. Percebi que o corpo, as mãos e o olhar dizem coisas lindas que a voz não consegue alcançar. Quis ser essa ponte que aproxima os mundos.”

Ao buscar uma instituição para sua formação, ela procurava um curso que valorizasse a Libras de maneira séria e comprometida.

Foi esse cuidado que encontrou na Uníntese.

“Escolhi a Uníntese porque senti que ali a Libras era tratada com carinho e respeito de verdade, e não como apenas mais um curso. Saber que eu teria flexibilidade para estudar no meu ritmo, mas com o apoio de pessoas que realmente entendem do assunto, me deu a segurança que eu precisava para começar.”

Quando a teoria se transformou em comunicação

Durante a graduação, Antônia viveu um momento que considera decisivo em sua formação: perceber que a Libras havia deixado de ser apenas conteúdo para se tornar parte da sua vida.

“O momento mais marcante foi quando percebi que já não estava apenas decorando os sinais, mas conversando de verdade, sentindo a língua fluir. Ver que todo aquele esforço solitário em frente ao computador estava se transformando na capacidade de me comunicar com o outro foi mágico.”

Essa transformação também aconteceu por meio dos projetos desenvolvidos ao longo do curso.

Segundo ela, as atividades práticas permitiram compreender o verdadeiro impacto da profissão.

“Os projetos mais importantes foram aqueles em que pude ver a Libras acontecendo na prática, pensando em como ajudar crianças e escolas. Ver que as atividades que eu criava no papel podiam, de fato, mudar a vida de uma pessoa e trazer inclusão de verdade foi o que deu sentido a todo o curso.”

Uma caminhada construída com perseverança

Pessoa autista, Antônia conta que a graduação exigiu organização, disciplina e persistência.

O maior desafio foi aprender a lidar com o cansaço mental e com a necessidade de manter uma rotina estruturada para os estudos.

“Os maiores desafios foram lidar com o cansaço mental, a enxurrada de informações e a necessidade de criar uma rotina muito certinha para não me perder. O que me salvou foi o meu amor gigante pela Libras. Quando eu focava nas aulas, o mundo lá fora silenciava. Minha teimosia em vencer e o apoio da faculdade me fizeram seguir em frente, um dia de cada vez.”

Ao longo dessa jornada, a família foi sua principal rede de apoio.

“Minha família foi tudo. Eles foram o meu colo nos dias de choro e a minha torcida nos dias de vitória. Entenderam meus silêncios, respeitaram meu tempo de estudo e seguraram a minha mão quando achei que não ia aguentar. Essa conquista não é só minha, é nossa.”

Foi justamente esse apoio que motivou a viagem até Santo Ângelo. A mãe e a tia representaram toda a família ao acompanhá-la na realização desse sonho.

O encontro com a Uníntese

Na sede da instituição, Antônia e sua família foram recebidas pela gestora acadêmica Carmem Ferreira e pela vice-diretora Maria Bernardete Bechler, que apresentaram os setores da faculdade e compartilharam um pouco da rotina da instituição.

Para Antônia, caminhar pelos corredores da Uníntese foi um momento marcante.

“Chegar aqui e ver o sorriso da equipe e o cuidado com cada detalhe me mostrou que o afeto que eu sentia pelas aulas online existe de verdade no mundo real.”

A visita confirmou que o acolhimento percebido durante a graduação também fazia parte da experiência presencial.

Conhecendo a cidade onde nasceu a Uníntese

Além da visita à instituição, a programação incluiu um passeio pelos principais pontos históricos de Santo Ângelo.

Acompanhada da gestora acadêmica Carmem Ferreira e do gestor e coordenador dos cursos de Tecnologia da Uníntese, Wilhem Wehn, Antônia conheceu a Catedral Angelopolitana e o Museu Histórico das Missões.

A visita permitiu conhecer um pouco mais da história da cidade, integrante da região dos Sete Povos das Missões e sede da Uníntese desde sua fundação, há 23 anos.

“Conhecer a história do lugar, ver a beleza da Catedral e respirar a cultura dessa região deu um brilho ainda maior para a nossa viagem. Deixou tudo mais inesquecível e com cara de comemoração de verdade.”

O encerramento de uma etapa

Durante a colação de grau, Antônia viveu um momento especial ao lado do coordenador do curso de Comunicação Assistiva – Tradução e Interpretação da Libras, Wilton Dourado.

Mais do que celebrar a conclusão da graduação, aquele instante representou o encerramento de uma trajetória construída com esforço, dedicação e perseverança.

“Significou mostrar que o estudo a distância tem muito esforço real e cria laços de verdade. Estar aqui quebrou as barreiras da tela. Foi a chance de comemorar no lugar onde meu sonho nasceu e foi cuidado durante todos esses anos.”

Ao olhar para a família durante a cerimônia, uma imagem resumiu tudo o que havia vivido.

“O momento mais especial foi olhar para o lado e ver o rosto de orgulho da minha família aqui comigo. Saber que superamos as crises, o cansaço do autismo, a distância e o cansaço da estrada, e que estávamos todos juntos, sorrindo e celebrando. Esse instante valeu por cada noite em claro.”

Quando recebeu o diploma, outra certeza tomou conta daquele momento.

“Senti um alívio gigante e uma gratidão que transbordou. Passou um filme na minha cabeça de todos os obstáculos que enfrentei por causa das minhas limitações e de quantas vezes duvidei de mim mesma. Quando segurei o diploma, a única certeza que tive foi: ‘Eu sou capaz de chegar aonde eu quiser’.”

Um novo capítulo começa

Agora graduada, Antônia pretende atuar na área da Libras, contribuindo para ampliar a inclusão e a acessibilidade em diferentes espaços.

Também deseja que sua própria história inspire outras pessoas.

“Quero trabalhar com o que amo, sendo uma ponte para a comunidade surda através da Libras, seja nas escolas ou onde precisarem de mim. Também quero usar a minha história para mostrar que o autismo não impede ninguém de realizar seus sonhos profissionais. Quero abrir caminhos.”

Antes de encerrar a conversa, deixou uma mensagem para quem está começando a graduação.

“Não desistam de vocês quando o cansaço bater pesado. O caminho de ninguém é perfeito, e os seus desafios não dizem até onde você pode ir. Respeitem o limite do corpo de vocês, aceitem o colo de quem ama vocês e lembrem-se sempre do motivo que fez seu coração acelerar no primeiro dia de aula. A caminhada é dura, mas a vista lá de cima, com o diploma na mão, é a coisa mais linda do mundo. Vocês vão conseguir.”

A história de Antônia Piovesan demonstra que a educação transforma vidas muito além da sala de aula. Ao conhecer a sede da Uníntese e a cidade onde essa trajetória foi construída, ela encerrou um ciclo da mesma forma que iniciou sua jornada: acreditando que a comunicação, a inclusão e o acolhimento têm o poder de aproximar pessoas e abrir novos caminhos.